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A VIDA DEPOIS DA MORTE – II

 

Logo após a morte a pessoa percebe que está separada do corpo físico; vê os familiares ao redor do seu antigo corpo, tenta chamá-los mas não é visita por eles.

Descobre que pode flutuar e até atravessar os objetos sólidos e as pessoas.

Esta situação estranha e até mesmo desagradável para aquele que não estava preparado para a morte dura pouco tempo.

Logo aparecem os auxiliares espirituais e também familiares já falecidos para ajudá-los na atravessia da fronteira entre os dois mundos.

Durante a agonia da morte, ou pouco depois, há uma retrospectiva da vida, quando então todos os acontecimentos pelos quais passamos, mesmo os daqueles tempos em que estávamos aprendendo à falar e andar, são revividos como num filme, para que possamos refletir sobre o aproveitamento demais este ciclo de vida terrestre.

Esta revisão é feita sem nenhum sentimento negativo (recriminação, remorso ou tristeza), mas num estado de reflexão e filosófico.

A retrospectiva da vida se realiza em poucos segundos, e fatos que já há muito tempo foram esquecidos, são lembrados como se estivesse acontecendo naquele momento.

Pessoas que estiveram afogando-se ou caindo de uma grande altura, e continuaram vivas, contam que realizaram esta revisão nos poucos segundos em que passavam pela situação aflitiva.

Esta sucessão de fatos vividos é semelhante aos sonhos em que ações que precisariam de dias ou meses para realizar-se, acontecem em apenas alguns segundos.

Esta revisão faz nos lembrar do julgamento da alma na religião egípcia, relatado no Livro dos Mortos que continha o complicado ritual funerário egípcio.

Segundo o Livro dos Mortos Egípcios, o morto que se apresentava no Tribunal Divino onde era julgado por 42 juizes, que além de colocarem o seu coração numa balança, faziam-lhe perguntas sobre os seus pecados: “Não roubei na pesagem dos cereais”, “Nunca fiz ninguém chorar”, Não neguei pão ao que tinha fome”, etc.

Posteriormente a alma entra num sono profundo, bem merecido depois da vida atribulada que geralmente existe no mundo físico.

Observamos mais uma vez que o nascimento no mundo astral é muito semelhante ao nascimento no mundo físico.

Neste mundo também o nascituro dorme vários meses no ventre da mãe, preparando-se para mais uma nova vida neste plano mais inferior.

O sono da alma, que dura mais ou menos conforme a necessidade de cada pessoa, dá-lhe novo vigor para iniciar uma nova etapa no mundo espiritual.

O repouso dos desencarnados às vezes pode ser perturbado  pelas lamentações de seus familiares, principalmente por aqueles que têm facilidade para emitir pensamentos claros à distância.

Deve-se evitar os pensamentos tristes ou egoístas de tê-los novamente junto de si.

Porém podemos e devemos envia-lhes pensamentos de incentivo e amor para que tenha vida feliz no outro lado da vida.

O Além, onde vão viver todos os que deixam este mundo possui várias regiões ou melhor dizendo dimensões.

As regiões superiores constituem o céu, enquanto as inferiores, o purgatório ou o inferno das religiões tradicionais.

As pessoas comuns geralmente vivem nas regiões intermediárias.

Embora o céu idealizado e esperado pelos poetas e religiões seja mais parecido com as regiões superiores do Astral, o verdadeiro céu, impossível de ser imaginado, seria o mundo mental.

O mundo astral, ou como também é chamado, mundo emocional, porque ali as emoções são muito mais fortes do que aqui, é superior ao físico e, portanto, oferece melhores oportunidades de aperfeiçoamento e melhores de condições para se viver com paz e felicidade.

Mas as pessoas excessivamente egoístas ou más vão para as regiões astrais inferiores, onde as condições são iguais ou bem piores do que na Terra.

Estas diferenças no mundo astral também podem ser notas no nosso mundo.

Alguns nascem sadios, belos, inteligentes, moram em mansões com piscina, ar condicionado, automóveis, alimentação farta, casas no campo e na praia.

Outros nascem com má aparência, doenças crônicas ou dolorosas, vivem em casebres alugados, se alimentado mal por falta de dinheiro e cultura.

Portanto não há razão para se ter pavor de um inferno insuportável. Aqui na Terra também existe um céu e um inferno para aqueles que vivem constantes sofrimentos - e quem não os têm? Nem mesmo os milionários escapam; o inferno não é novidade para muitos, e provavelmente a maioria irá para regiões muito boas.

As regiões do Além, o mundo astral, são descritas pelos ressuscitados e videntes como lugares cheios de luz, paz, felicidade e tranqüilidade.

Nessas cidades luminosas e coloridas os seres são belos e bons.

Mas nem tudo é alegria no mundo invisível; existem regiões onde os seres parecem estar presos ao mundo que deixaram recentemente.

Estas regiões inferiores parecem embaçadas, cinzentas e os seres que lá estão caminham desanimados, encurvados, ligados às coisas e pessoas que deixaram para trás.

Entretanto estes seres de sensibilidade e inteligências embrutecidas ficam nessas regiões somente até que abandonem seus pensamentos negativos que os mantém lá.

Naturalmente estes casos são extremos, pois normalmente não somos nem bons e nem maus completamente, e podemos esperar por melhores lugares como os que vão a maioria das pessoas comuns.

É muito difícil saber quem irá para o céu ou para o inferno, da mesma maneira que não podemos julgar entre dois homens de roupas de banho, qual é um sacerdote e qual é um assassino sanguinário.

Muitos homens que praticaram os piores assassinatos, roubos ou estupros foram descritos por seus vizinhos como homens bons e carinhosos com sua família e amigos.

Ricos empresários, cultos universitários poderão ir para regiões inferiores, enquanto seus empregados e servidores, como faxineiros e outros de profissões e vidas humildes poderão ir para regiões superiores.

O normal é que as pessoas com os defeitos comuns à maioria da humanidade alcancem as cidades de luz do Além.

Portanto não se desespere por causa dos seus defeitos comuns e normais no atual estágio de nossa evolução. Conserve a sua esperança de ir para o céu.

Muitas coisas que desejamos em nossa vida física, e fracassamos em conseguir, poderão se realizar no Outro Lado da Vida.

Mas estes sonhos só poderão realizar-se se aproveitarmos bem esta vida, trabalhando com entusiasmo e serenidade AQUI e AGORA.

Ao deixarmos a vida material, deixamos também um corpo gasto, rígido e pesado e passamos a usar um corpo astral mais leve e flexível.

Sem o corpo físico não mais será preciso comer as substâncias grosseiras que necessitamos para nosso corpo terreno, e toda a energia será retirada do ar.

Viajar e movimentar-se no corpo espiritual é fácil e instantâneo, isto é comprovado pelos milhares de casos de pessoas fora do corpo físico, vivas ou “mortas”, que apareceram para os amigos distantes, até mesmo do outro lado do oceano, no momento da morte ou pela projeção astral.

O suicida não só transgride uma importante Lei Divina, como também leva o seu problema para o outro lado, às vezes em condições piores do que antes.

O suicida não pode se matar; embora ele conserve-se nas regiões inferiores, muito breve aprenderá sua lição reconhecendo o seu erro.

Afinal muitos suicidas são muito evoluídos intelectual e moralmente, apenas não têm a necessária força para enfrentar os problemas da vida.

Porém, os assassinos, os cruéis e brutos, geralmente são pouco evoluídos, não têm o arrependimento e a compreensão necessária para desembaraçar-se das regiões inferiores, onde ficam um bom tempo, porém eles também se tornarão homens evoluídos e divinos.

Algumas almas ficam presas à Terra devido as suas paixões doentias.

As assombrações que aparecem em certos lugares sombrios, isolados, locais pouco propícios aos contatos humanos e a uma vida arejada, são exemplos de espíritos que vivem voltados para dentro de si mesmo, cheio de sentimentos reprimidos.

                                                                      (continua)

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Um homem não é mais que o que sabe.

                                                              Francis Bacon

Ocultismo não é magia, embora a magia seja um dos seus instrumentos. Ocultismo não é aquisição de poderes, físicos ou intelectuais, muito embora ambos sejam seus servidores.  Ocultismo não é a busca da felicidade, tal como os homens compreendem essa palavra, pois o primeiro passo do Ocultismo é o sacrifício; o segundo renúncia.

                                                               H.P.Blavatsky

Ao invés de procurar afogar as preocupações, alguns indivíduos as trazem à tona e as ensinam a nadar.  

                                                               Anônimo

Quando dizemos que um homem é avarento, estamos pondo pé no mesmo caminho dele. Aquele que vive na luz é semelhante a uma criancinha:  esquece tudo.

                                                                Phillipe de Lyon

Não há nada melhor para alcançar a felicidade que trocar as preocupações por ocupações.

                                                                 Maurice Maeterlinck

Sem importar-vos com o que possa acontecer – conserveis o sorriso.

                                                                 Franklin Roosevelt

 

 

 

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