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O KARMA – 1

 

Karma é uma palavra de origem sânscrita que significa ação, indicando assim que toda ação ou acontecimento é o efeito de uma causa.

A Lei do Karma corresponde à Lei da Casualidade ou da Causa e Efeito, dos cientistas e filósofos; enquanto os religiosos a conhecem como a Justiça Divina, se bem que de modo muito imperfeito.

Toda ação produz um efeito. Se você criticar, será criticado; se sorrir, receberá sorrisos; se auxiliar um amigo ou mesmo um inimigo, ele, ainda que, por orgulho, não demonstre, procurará recompensá-lo devidamente; se, encerrar-se num laboratório procurando um invento que venha dar mais comodidade, curar ou destruir a humanidade, eventualmente descobrirá o que procura; se procura explorar seus semelhantes, ainda que eles não o percebam, a Lei Divina dará o devido castigo nesta ou noutra vida.

O karma foi ensinado também aos cristãos pelo apóstolo Paulo: “O que o homem semear, isso mesmo colherá. Porque aquele que semeia visando a sua carne, ceifará da carne a corrupção, mas aquele que semeia visando o espírito, ceifará do espírito a vida eterna.  Assim, não desistamos de fazer o bem, pois colheremos na época devida, se não desfalecermos”.

Devemos nos preocupar mais com nossas ações, pois tudo o que queremos realizar na vida, vai depender das nossas ações agora.

Os estudantes da Karma-Yoga, um dos ramos da Yoga, são pessoas que procuram seguir o Caminho da Ação, ao invés de pensar ou orar muito, preferem praticar mais ações que venham trazer bons resultados tanto para si como para a humanidade.

Por um erro de interpretação, a palavra Karma é associada, preferivelmente, com os sofrimentos.  Se vão mal nos negócios, se vivem doentes, se não se dão bem com os vizinhos e colegas de serviço, dizem certos espiritualistas: “É o meu karma”.

Mas quando conseguem uma boa posição profissional ou um circulo social harmonioso, por causa do seu caráter positivo e muito esforço, não se lembra de dizer que é o seu karma.

Riqueza, saúde, paz e felicidade – isso também é karma.

No Banco Karma podemos tanto ter crédito como débito.  Nele estão registradas todas nossas “posses”: atos de amor, inveja, ódio, bondade, preguiça; nosso saldo pode ser positivo ou negativo.

Os que possuem um alto saldo médio de boas ações além de possuírem  ajuda direta e imediata dos grandes acionistas (Mestres espirituais e terrenos), terão uma vida mais feliz aqui na Terra.

Os que possuem um saldo baixo ou mesmo negativo, não só no gozarão da amizade direta dos milionários da Sabedoria e do Amor (os Mestres) como terão uma vida cheia de privações.  Mas “privações programadas” para que aprendam a agir de acordo com as Leis da Natureza.

Para haver perfeita felicidade, devemos praticar ações corretas nos três planos: o físico, o emocional e o mental.

Algumas pessoas possuem grandes riquezas, podendo fazerem tudo o que quiser materialmente, mas são profundamente infelizes, porque não sabem agir no mundo emocional e seu corpo emocional precisa de maior desenvolvimento.

Outros são bons, alegres, mas suas ações excessivamente idealistas e abstratas, não lhes permitem conseguir conforto material para si.

Os que controlam a Balança da Justiça, pesando os positivos e negativos dos seres humanos, são conhecidos pelos orientais como os Lipikas e pelos cristãos como Arcanjos.

São eles que escolhem qual o melhor país, família e meso certos amigos e inimigos que, em certos casos, estiveram ligados a nós em vidas anteriores, e que melhor convém para nossa evolução.

As circunstâncias más em que muitas vezes somos colocados – como más famílias, cidades subdesenvolvidas, corpos doentios, não se trata de um plano de vingança dos Senhores do Karma; são apenas situações destinadas a aperfeiçoar nossa personalidade.

Se antes que um efeito desagradável estiver para acontecer, conforme colocado em ação por nós mesmos, num passado distante ou recente, evoluirmos muito rapidamente, poderemos evitar ou pelo menos abrandar o mau karma, pois graças à nossa rápida evolução saberemos dominá-lo ou então não é mais necessário como lição para aprendermos algo útil.

Os Senhores do Karma enviam o Espírito para a Terra num período em que as influências astrais são mais adequadas a sua evolução.

Os países também têm seu karma que é formado pelas ações das gerações que passaram e pela geração atual.

Assim, conforme as ações dos seus habitantes, se são preguiçosos, guerreiros, progressistas, assim será o destino da nação e dos seus habitantes.

A nova geração é quem colhe os frutos dos que passaram e ela é quem está preparando as condições da pátria em que seus filhos irão viver num novo ciclo de vida.

Não é muito fácil saber se um acontecimento é resultado de uma ação realizada em vidas anteriores ou nesta.

Mas não devemos nos preocupar com isso; o melhor é tratar de fazer a maior quantidade de ações positivas, aumentando nosso crédito de paz e felicidade.

Não é de nosso alcance saber os detalhes de como os Senhores do Karma operam para que todos recebam as circunstancias melhores para a sua evolução; mas generalizando, podemos dar alguns exemplos.

Uma pessoa come demais, alimentos gordurosos, artificiais, sem nenhum valor alimentício, toma álcool em excesso, fuma demais, não se movimenta suficientemente, preferindo ficar preguiçosamente na frente da televisão.

Em outra vida receberá um corpo doentio, e passara durante toda a sua vida sendo obrigada a preocupar-se com seu corpo, necessitará fazer dietas por causa dos seus órgãos frágeis e não poderá mais cometer nenhum excesso físico.

Outros exemplos: um homem muito rico evita enfrentar seus problemas, encarregando seu secretário dos casos mais difíceis e desagradáveis, enquanto ele vive na “boa vida”.

Noutra vida o ricaço com suas faculdades de lutar pela vida atrofiadas, tornar-se-á um mero subordinado, encarregado das coisas simples.

Enquanto que o antigo secretário, que quebrou a cabeça resolvendo os problemas do seu patrão, facilmente alcançará uma posição importante na vida profissional e social.

O Karma não é uma lei criada para exercer a vingança, mas para ensinar o caminho reto; e os efeitos bons ou maus, são exclusivamente de nossa responsabilidade.

Se dirigirmos um carro em alta velocidade, com pouca atenção, numa rua muito povoada, e matarmos uma criança, verificamos que a lei do karma foi colocada em ação imediatamente: a nossa imprudência e falta de atenção produziu um resultado trágico.

Enquanto a criança, ou tinha este destino, ou o que é bem mais possível: no seu estado de evolução, como é o de todos nós estamos sujeitos a inúmeros acidentes.  A Terra é um lugar onde acidentes assim e outros como cair de um andaime, pisar num fio de alta tensão, escorregar e quebrar um braço, são coisas que podem ocorrer; são “pequenos erros”ocasionados por desatenção, imprudência, comodismo e outros defeitos, nossos ou de nossos semelhantes, “normais” neste mundo.

                                                                                  (continua)

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